sábado, 21 de maio de 2016

MATRYOSZKA "MARIA DO INGÁ" - LENDA E MÚSICA

Matryoszka "Maria do Ingá"
Acrílica s/tela - 60x60 cm.

LENDA DA CABOCLA MARIA DO INGÁ

Das secas que assolaram a costa nordestina brasileira no século XX, a de 1932 foi a mais causticante segundo autores que escreveram sobre esse fenômeno.


De lá surge a lenda do nome da cidade Canção, no noroeste paranaense.

A história de Maria do Ingá, uma bela cabocla, queimada do sol, dona de uma beleza encantadora, de corpo bem feito, pele morena, olhos mel e cabelos negros presos em uma rosa.  Maria era cabocla trabalhadeira e morava num pequeno vilarejo da cidade de Pombal, interior da Paraíba, numa ruazinha coberta por ingazeiros. Quando passava para labutar, fascinava a todos inspirando ardentes paixões.
Devido à grande seca nordestina, Maria do Ingá tornou-se retirante e partiu.

Surgiu então a canção com o nome de "Maringá", dando origem a Canção "Maringá, Maringá”, que por volta de 1935, estourava nas paradas de sucesso.
 Maringá oriunda da combinação de palavras dos nomes Maria e Ingá, do compositor Joubert de Carvalho, importante personagem da Música Popular Brasileira (1900-1977) que em homenagem, retratou muito bem a linda cabocla.

Geralmente o povoado que surgia ganhava o nome do rio, córrego ou ribeirão daquela localidade, e foi o que aconteceu. O Ribeirão Maringá deu nome à esta importante cidade do noroeste paranaense.  O nome Maringá tornou-se muito popular e popularizou a muitos, até crianças foram registradas com o nome de Maringá.


Imagem/Divulgação: Jornal Metro


MARINGÁ, MARINGÁ (Canção) 

Letra e Música de Joubert de Carvalho


Foi numa léva
Que a cabocla Maringá

Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.

E junto dela
Veio alguém que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou
Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal

Mas veio a sêca
Toda chuva foi-se embora
Só restando então as águas
Dos meus óio quando chora

Estribilho:
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá.

Maringá, Maringá
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.

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